sábado, 11 de janeiro de 2014

ECLIPSE DE UMA PAIXÃO (Total Eclipse)




O filme conta a história de um relacionamento homossexual proibido entre os poetas franceses Arthur Rimbaud (Leonardo DiCaprio) e Paul Verlaine (David Thewlis). Impressionado pelo talento e espontaneidade do jovem Rimbaud, o veterano Verlaine se aproxima do rapaz.
Em noites regadas a absinto, os dois estreitam a amizade, descobrem o amor entre eles e escrevem alguns de seus poemas mais famosos.
Porém, as amarras da sociedade e a própria intensidade da paixão entre eles começam a minar o relacionamento.




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A história narra a vida, amizade e relacionamento entre dois poetas na França, Paul Verlaine – reconhecido artista naquela época – e Arthur Rimbaud, jovem poeta de grande potencial.

O filme se passa por volta de 1871 quando Verlaine e Rimbaud alinham suas trajetórias de vida profissional e pessoal e iniciam um relacionamento conturbado, homoafetivo e que nos revela um tipo de intensidade interessante, daquelas que hoje traja roupas diferentes, mas que continua intensa e, as vezes, autêntica. Claro que nessa vida moderna, na qual tudo é mais acessível e próximo, vem uma carga de relacionamentos menos sustentáveis. Hoje, como já refletido em alguns posts, me parece que a quantidade de relacionamentos rema contra a profundidade nas relações. Naquela época, muito provavelmente, a vontade por se relacionar por afinidades era muito mais potencializada, principalmente pela realidade de acordos conjugais de interesses, dotes e status e não do sentimento pelo sentimento. Assim, quando um ou outro se cruzavam pela vontade, a coisa explodia! rs. Não é à toa que, sim, viviam ainda o período do Romantismo. Romantismo era assunto, e era assunto porque gritava por dentro.

Assistir um filme como esse sem o olhar da razão, ou da crítica quanto a idoneidade dos fatos, e se deixar levar pelas sensações que “Total Eclipse” tenta passar, pode ser uma oportunidade para aquele jovem gay que busca por conceber algum relacionamento afetivo na vida. Em outras palavras, para a gente se relacionar ou construir uma relação é necessário ter referências do que é a coisa da entrega, da intensidade, do envolvimento que as vezes nos movimenta para muito além da gente e que poucos se aventuram em tentar! Andamos sim sem essas referências porque o mundo “Big Brother” está mudado. Tudo anda muito prático, exposto e volátil; vivemos momentos do imediatismo que torna a busca da intimidade, que leva tempo, pouco praticável. Não é a toa que os posts mais lidos no MVG envolvem assuntos de namoros e relacionamentos. “Quero um namorado”, “Como ter um relacionamento gay”, “Onde encontrar um namorado”, “Namoro gay dá certo?” são as tags mais digitadas, como se namoro fosse algo de uma busca diária, um mistério não revelado.

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3 comentários:

  1. O filme é d+! Maravilhoso, vale a pena assistir, mostra a história de amor entre os personagens.. o filme é simplesmente lindo!

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  2. muito bonito esse filme obrigado irmão Xander.

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  3. Andava há imenso tempo à procura deste filme.
    Obrigado Xan.
    Bjinho

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