sexta-feira, 15 de março de 2019

LGBT+60: Corpos que Resistem

     

Histórias e legado de cinco idosos que, por sua orientação sexual ou gênero, enfrentaram preconceito, violência e até a repressão da ditadura militar.

EPISÓDIO 1 - João Nery
João Nery, 68 anos, psicólogo e escritor. É o primeiro homem trans a fazer uma cirurgia de redesignação sexual do Brasil. Realizado em plena ditadura militar, o procedimento era considerado mutilação do humano. João é casado, pai de um filho. Se formou em Psicologia, mas perdeu o diploma após mudar o nome quando isso ainda era crime. Hoje, está desempregado e sem aposentadoria.

EPISÓDIO 2 - Martinha
Martinha, 62 anos, dona de casa, baiana e travesti. Começou a se prostituir aos 8 após fugir de casa com medo da mãe, que ameaçava envenená-la. Quando criança, foi expulsa de quatro colégios. Por causa dos trejeitos femininos, era considerada “um mau exemplo para os colegas”. No seu corpo, as marcas da violência da Ditadura Militar.

EPISÓDIO 3 - Anyky
Anyky Lima, 63 anos, costureira. Expulsa de casa aos 12 anos, a mulher trans encarou a prostituição até os 50 e enfrentou a violência da ditadura, mas, hoje, tem medo da noite. Sua idade representa quase o dobro da expectativa de vida de transexuais no Brasil, que é de apenas 35 anos.


EPISÓDIO 4 - Yone
Yone Lindgren, 62 anos, jornalista, defensora, promotora e consultora em Direitos Humanos LGBT+. A carioca é mãe, avó e lésbica. Perdeu um filho vítima de homofobia. As tatuagens chamam a atenção: são 40. ‘Muita gente volta para o armário por conta da idade; me dói muito’, afirma.

EPISÓDIO 5 - João Silvério
João Silvério, 74 anos, escritor, cineasta, jornalista e dramaturgo. Fundador do 'Jornal Lampião', em plena ditadura. Autor do livro “Pai, Pai”, de 2017, que narra a difícil relação entre ele e seu pai: 'Não era o macho que ele esperava'.

Abusos físicos, sexuais, perseguições, censura e humilhações: Anyky, Martinha, João Nery, João Silvério e Yone, idosos LGBTs, compartilham histórias de repressão vividas durante o período da ditadura militar no Brasil. O vídeo faz parte da série "LGBT+60: Corpos que Resistem".



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2 comentários:

  1. #viver_uma_vida_de_mentira_é_que_nos_enlouquece
    #conhecer_aquilo_que_a_vida_é
    #lgbttqia
    #de_sodoma_a_auschwitz
    #vivos_como_sobreviventes_zumbis_mas_bem_vivos
    #a_luta_continua_sempre
    #viva_a_diferença_abaixo_o_preconceito
    #todos_iguais_todos_diferentes
    muito agradecido a vocês GDF por divulgarem este trabalho pedagógico e maravilhoso ...
    um abraço do tamanho do mundo ...
    antónio

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    Respostas
    1. Olá António,
      Obrigada pelas palavras. Ainda bem que gostaste.
      Realmente, é uma trabalho muito bom.
      Bjinho

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