República
de Assassinos (1979), do diretor Miguel Faria Jr, é baseado no livro de
Aguinaldo Silva. Considerado o primeiro filme brasileiro a apresentar
aos seus espectadores
um beijo gay interracial, a película conta a história de Mateus
Romeiro, vivido por Tarcísio Meira, que faz parte de um Esquadrão da
Morte, um grupo de policiais que eliminam bandidos. Um dos outros
policiais no esquadrão é Carlinhos, vivido por Tonico Pereira.
Ele e a travesti Eloísa, interpretado por Anselmo Vasconcelos, são
super apaixonados e dividem, pela primeira vez, um beijo entre duas
pessoas do mesmo sexo.
Sobre essa cena icônica do cinema brasileiro, Anselmo contou, em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, que os telespectadores não reagiram nada bem a isso: "O cinema gritava. Não era algo pouco, não. Era 'O que é isso?!' Era uma coisa que... o Tonico saiu batido do cinema e eu também. Era 1979."
Além dessa interação ser extremamente importante para o cinema e para a população LGBT, já que o beijo entre os dois foi tratado de forma natural, sem o tabu que, geralmente, envolve tais produções, a cena também é fonte de reflexão para os brasileiros, já que o país é o local onde mais se matam travestis e transsexuais no mundo todo! Apenas em 2016, aconteceram 347 mortes registradas. O estado de São Paulo lidera o número de mortes.
Por essas razões é que a real estrela do filme República de Assassinos (1979) é a travesti Eloísa, que mesmo com a morte do seu amor, sobrevive na comunidade e, principalmente, sobrevive mesmo fazendo parte de uma população que é, mais de 30 anos depois, uma das mais marginalizadas do Brasil e do mundo.
Sobre essa cena icônica do cinema brasileiro, Anselmo contou, em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, que os telespectadores não reagiram nada bem a isso: "O cinema gritava. Não era algo pouco, não. Era 'O que é isso?!' Era uma coisa que... o Tonico saiu batido do cinema e eu também. Era 1979."
Além dessa interação ser extremamente importante para o cinema e para a população LGBT, já que o beijo entre os dois foi tratado de forma natural, sem o tabu que, geralmente, envolve tais produções, a cena também é fonte de reflexão para os brasileiros, já que o país é o local onde mais se matam travestis e transsexuais no mundo todo! Apenas em 2016, aconteceram 347 mortes registradas. O estado de São Paulo lidera o número de mortes.
Por essas razões é que a real estrela do filme República de Assassinos (1979) é a travesti Eloísa, que mesmo com a morte do seu amor, sobrevive na comunidade e, principalmente, sobrevive mesmo fazendo parte de uma população que é, mais de 30 anos depois, uma das mais marginalizadas do Brasil e do mundo.
Título: República dos Assassinos
Ano produção: 1979
Dirigido por: Miguel Faria Jr
Estreia: 1979 (Mundial)
Duração: 100 minutos
Gênero: Policial/Drama
País de Origem: Brasil
Ano produção: 1979
Dirigido por: Miguel Faria Jr
Estreia: 1979 (Mundial)
Duração: 100 minutos
Gênero: Policial/Drama
País de Origem: Brasil

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