“Sam, uma jovem americana conhece Alice em uma visita ao Brasil. As duas se apaixonam. Sam se encanta com a força de Alice, seu engajamento político e sua leveza ao encarar a vida. Alice se apaixona pela inocência de Sam, sua vontade de aprender e explorar o mundo. As duas se separam, quando Sam tem que voltar aos Estados Unidos para completar seus estudos. O filme acompanha essa história. Será que o relacionamento consegue sobreviver à distância e às mudanças que cada uma enfrenta em seu país?”
Fernanda Soares, que roteirizou e dirigiu o filme, conta que ele surgiu como um trabalho de conclusão de seu mestrado em Cinema pela Ohio University, nos EUA. Junto com a co-roteirista Rebeca Puig, Fernanda escreveu uma história que conectou a realidade estadunidense com a brasileira e explorou diversas questões políticas envolvidas na causa LGBT.
As personagens Sam e Alice foram livremente inspiradas em mulheres que Fernanda conheceu ao longo da vida. “Acho que além de ser uma história de amor entre duas mulheres, é uma história de amor com a nossa própria existência, enquanto mulheres que amam outras mulheres, e de resistência, quando o mundo ainda insiste em dizer que a gente não existe” – explicou ela.
Um dos principais desafios enfrentados na produção independente de “A Janela” foi o orçamento. Além de contar com centenas de fãs que doaram dinheiro em um financiamento coletivo, o Canal das Bee também recebeu diferentes tipos de contribuições tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.
Diversos youtubers de peso também fizeram questão de contribuir. Jout Jout, Ana Paula Xongani, Mandy Candy, Hugo Nasck, Lucca Najar, Nataly Nery, Lorelay Fox e Hel Mother marcaram presença no curta-metragem.
O Canal das Bee é uma referência quando se trata de diversidade e discussão de gênero no YouTube Brasil. A equipe aborda pautas importantes sobre questões sociais, em produções que costumam ser descontraídas e didáticas, trazendo convidados ilustres para contar suas vivências e aprendizados dentro da militância em que se inserem.
De acordo com Fernanda, o curta é um primeiro passo do canal para dentro da ficção. Está nos planos incluir mais conteúdos assim em 2019. “A dramaturgia tem o poder de trazer empatia e acho que dispersar empatia é essencial para o mundo que vivemos”- justificou ela.

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