Polêmico curta LGBTQ+ alemão, por unir 2 gêneros de forma inusitada: comédia e filmes de serial killer. Um homem solitário cinquentão ( Andreas Seifert, excelente) se encontra entediado em sua casa. Ele resolve ir até uma sauna gay. Lá ele se diverte com o atendente e se prepara para entrar em uma cabine de Glory Hole. Só não esperava que do outro lado estivesse um homem mentalmente desequilibrado, que acabou de perder o seu emprego, e está armado.
Logo de cara, o filme parece que vai ser aquele divertido olhar sobre a pessoa invisível, a pessoa comum tão bem retratada em filmes do finlandês Aki Kaurismaki. Mas logo o filme vira um outro tom, e mesmo assim, mesclando um humor negro com uma tragédia iminente. É um filme sucinto, menos de 7 minutos, mas que conta a sua história sem firulas e com ótimos diálogos. Acredito que muita gente não tenha gostado do filme pelo seu teor homofóbico, mas eu o enxerguei mais como um alerta da sociedade egoísta, esquizofrênica e triste que estamos vivendo.
Título: Glory
Ano produção: 2011
Dirigido por: Roberto Anjari-Rossi
Estreia: 2011
Duração: 7 minutos
Gênero: Documentário,
Países de Origem: Alemanha

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