terça-feira, 12 de outubro de 2021

O Órfão (The Orphan) 2018 💛 💛 💛 FELIZ DIA DA CRIANÇA


Jonathas foi adotado, mas é devolvido ao abrigo devido ao seu “jeito diferente”. Inspirado em uma história real, o filme venceu o Queer Palm - prêmio para produções de temática LGBT - no Festival de Cannes 2018.

 


Título: O Órfão
Ano produção: 2018
Dirigido por: Carolina Markowicz
Estreia: 2018
Duração: 16 minutos
Gênero: Drama, Nacional
Países de Origem: Brasil

Análise
Curta-metragem de Carolina Markowicz traz os problemas da adoção a Cannes por Patricia Moribe. Jonathas é um menino órfão negro de 13 anos, que tem a sorte de ter um casal interessado em adotá-lo, indo contra todas as preferências por um bebê branco. Mas seu jeito afeminado se torna o verdadeiro obstáculo.
Esta é a história de O Órfão, curta-metragem de Carolina Markowicz, em competição na Quinzena dos Realizadores em Cannes. Carolina conta que o curta é inspirado em histórias reais, principalmente de crianças que são 'devolvidas'. Segundo dados oficiais do Conselho Nacional de Justiça, 75% dos demandantes querem filhos entre zero e cinco anos. A maioria deseja bebês brancos, enquanto a realidade mostra que mais de 50% das crianças disponíveis são pardas e 8% têm mais de 15 anos. “Pesquisei bastante, visitei abrigos e conversei muito com quem trabalha na área de assistência social e a ideia era justamente mostrar um pouco dessas crianças, que têm dificuldades em serem adotadas, principalmente pela idade, ou porque têm irmãos ou porque são diferentes”, disse a cineasta.
Fugindo do melodrama na escolha dos atores, ela contou com a ajuda de uma produtora de elenco. Quando ela viu Kauan Alvarenga, ela percebeu que ali estava seu Jonathas. "Embora fosse uma história inerentemente triste, eu queria um personagem irreverente e insubordinado, para que o filme não caísse no melodramático. Kauan tem carisma e o trouxe para o personagem. Ele improvisou muito, o que eu normalmente não faço", acrescentou Carolina. A cineasta tem vários curtas com trajetória internacional, como o Edifício Tatuapé Mahal, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, em 2014. "Estar no mercado
de Cannes, na competição da Quinzena, é muito importante na construção da minha carreira, principalmente agora que estou desenvolvendo meu primeiro longa-metragem”, diz a cineasta paulista.

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