
Formado por um jovem e amargurado estudante (Pedro Nasser), que enfrenta sérios problemas familiares por conta sua homossexualidade, e pelo pai de sua ex-namorada, um executivo bem-sucedido (Dionisio Neto), que rejeita sua própria orientação bissexual. O relacionamento é o ponto central da narrativa que discute o amor, o erotismo e os preconceitos na sociedade atual.
Lucia Segall dirige o drama de Walcyr Carrasco. Na história, Amadeu (interpretado por Dionisio Neto) é um executivo bissexual que tem um caso secreto com o estudante Jonas (papel de Pedro Nasser), o ex-namorado de sua filha. No flat do rapaz, eles discutem sobre seu relacionamento, e Jonas revela a origem de seu nome, surpreendendo o amante.
Direção: Lucia Segall
Duração: 40 minutos
Recomendação: 18 anos
Na terceira e última parte da Trilogia do Amor de Walcyr Carrasco (Seios e Desamor), a inédita “Jonas e a Baleia” traz à cena um casal de amantes: o amargurado estudante pré-vestibulando Jonas (Pedro Nasser), um menino maltratado pela vida por causa da sua homossexualidade e o pai de sua ex-namorada Carol, Amadeu (Dionisio Neto), um executivo da área das finanças bem sucedido que rejeita sua própria orientação bissexual.
Em tom realista, a peça faz referências à iconografia LGBTQI+ em um diálogo contemporâneo através de releituras de Tom of Finland, Bruce Weber, Pierres et Gilles, em busca de uma gestualidade que dialoga com as fontes. O mesmo para a trilha sonora, que traz hinos como “I am what I am”, de Gloria Gaynor, “Being Boring”, dos Pet Shop Boys, “Menino Bonito”, de Rita Lee, “Flutua” de Johnny Hooker e Linilker, entre outros, intensificando a atmosfera do imaginário do espetáculo.
O espetáculo aborda diversos temas contemporâneos como: aceitação da sexualidade, homoafetividade, homoerotismo, bissexualidade, vingança, homofobia, machismo, em uma mistura com a fábula bíblica de Jonas e a baleia. Em cenas carregadas de delicadeza, erotismo e emoção, o autor coloca em cena um tabu social com extrema originalidade e questiona até que ponto ser quem se é torna-se um karma ou um dharma. Jonas, que foi oprimido durante toda sua vida por simplesmente ser quem ele é, obrigado por seu pai a ser quem ele não é, e vive no ventre da baleia. Durante o espetáculo, ele tenta se libertar.


Feliz niver Mell!
ResponderExcluirVida loga e feliz.