domingo, 21 de janeiro de 2024

We Live Here: The Midwest (2023)


Destaca as experiências individuais de famílias LGBTQI+ que, face a leis discriminatórias e à crescente hostilidade, tentam estabelecer vidas nas suas comunidades.

 
 https://www.mediafire.com/file_premium/f371vlsq2l9et1u/We_Live_Here_The_Midwest_2023.mp4/file
 



Título: We Live Here - The Midwest
Ano: 2023
Diretor: Melinda Maerker
Estreia: 6 dezembro 2023
Gênero: Documentário
Duração: 52min
Pais de origem: Estados Unidos

Todos queremos encontrar um local onde possamos pertencer. No novo documentário da Hulu, “We Live Here: The Midwest”, acompanhamos famílias queer em várias cidades do interior dos Estados Unidos que lutam para ter um lugar seguro e feliz onde viver. O filme estreou esta quarta-feira, 6 de dezembro, na plataforma de streaming.

Originalmente, o produtor David Miller e a realizadora Melinda Maerker, pretendiam criar uma longa-metragem focada no casamento homossexual após ter sido legalizado. No entanto, depois de investigarem, concluíram que a discriminação na comunidade continuava a crescer e a luta pela igualdade estava longe de terminar. Por isso, ambos decidiram criar um trabalho para contrariar a tendência.

“Estamos a contar histórias de pessoas comuns que vivem vidas comuns e, por acaso, são gays”, explicou Miller, casado com Ryan Murphy, mais conhecido como o criador de séries como “Glee” e “American Horror Story”. “Gostaria de dizer que não é um documentário gay – é um documentário familiar com pessoas gays”, descreveu, citado pelo jornal “The Pitch”.

O que une estas pessoas é o facto de viverem no Midwest (no centro-oeste dos Estados Unidos), uma zona geográfica que abrange 12 estados: Minnesota, Kansas, Illinois, Indiana, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Iowa, Michigan, Missouri, Nebraska, Ohio e Wisconsin. A região, com uma história de racismo e homofobia, é frequentemente associada a uma mentalidade conservadora.

“O Midwest é conhecido como o coração dos valores da família americana”, explicou Maerker, referindo-se ao motivo que a levou a escolher aquela zona. “O que acontece quando os valores destas famílias – como ser gentil com o vizinho –não são alargados a uma comunidade inteira?”, questionou.

Em “We Live Here: The Midwest” conhecemos as famílias que combatem e tentam desconstruir o preconceito. Uma das personalidades apresentada é Katie Chiaramonte. Ela vivia no Iowa com a esposa, Nia, uma mulher transexual.

Somos confrontados com o dilema da família, que se podia resumir com o título da famosa canção dos Clash: “Should I Stay or Should I Go”. “Ficamos e lutamos ou abandonamos este local?” Mas para onde poderíamos ir para encontrar estabilidade e segurança?”, questiona-se no documentário, citada pelo jornal “Roll Call”.

O romance de Nia e Katie começou no oitavo ano, numa escola cristã em Des Moines. Aos 17 anos, começaram a namorar e rapidamente se casaram. Tiveram quatro filhos biológicos e adotaram outro.

Moravam na cidade onde nasceram, perto de amigos e familiares, e frequentam a igreja local com regularidade. Contudo, em 2018, Nia assumiu-se como uma mulher transexual. Isto revelou ser um problema para os pais de Nia e a igreja evangélica. O casal acabou por abandonar o Iowa e mudar-se para a Costa Este.

Existem outras histórias de luta pela aceitação, como Mario e Monte Foreman-Powell, um casal de afro-americanos homossexuais com uma filha pequena, do Nebraska, ou Denise e Courtney Skeeba, do Kansas, obrigadas a educar o filho em casa uma vez que sofria de bullying na escola. Um exemplo mais positivo é o de Russell Exlos-Raber, um professor do Ohio que está a criar um espaço seguro para estudantes LGBTQIA+.

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