Em 1892, na Era Vitoriana, Lizzie Borden é uma mulher muito mais complexa e provocante do que a maioria das moças de sua época. Íntima de sua empregada irlandesa, Bridget Sullivan, a jovem tem um lado aterrorizante desconhecido, mas quando um duplo homicídio acontece na família, ela é a primeira suspeita.
É um thriller psicológico baseado no infame assassinato à machadada da família Borden, ocorrido em 1892, em Fall River, no Massachusetts. O filme explora a vida de Lizzie Borden, concentrando-se no período até aos homicídios e ao seu rescaldo imediato; e revela várias camadas da mulher estranha e frágil que foi acusada deste crime atroz, nomeadamente, o seu relacionamento com Bridget Sullivan, uma das empregadas da casa de sua família.
Título: Lizzie
Ano produção: 2018
Dirigido por: Craig Macneill
Estreia: 3 de Janeiro de 2019 Brasil)
Duração: aprox. 105 minutos
Classificação 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Biografia, Drama, Policial
Países de Origem: Estados Unidos da América
Lizzie Andrew Borden (Fall River, 19 de Julho de 1860 – 1 de Junho de 1927) foi uma estadunidense, uma figura central no caso que rodeia o brutal duplo homicídio, a machadadas, de seu pai e sua madrasta num dia de calor sufocante, em 4 de agosto de 1892, em Fall River, Massachussets. Borden foi absolvida quando levada a julgamento, mas ninguém mais foi condenado, e ela tornou-se uma figura no folclore americano. As matanças, o julgamento e o impacto da cobertura dos jornais sobre Lizzie Borden se tornaram uma causa célebre; e o evento tem permanecido firme na cultura pop americana e na criminologia como um dos mais famosos incidentes da Era Victoriana. Disputas sobre a identidade do assassino continuam até hoje.
Vida pessoal
Lizzie nasceu em Fall River, Massachusetts, em 1860. Sua mãe era Sarah Anthony (Morse) Borden e seu pai, era Andrew Jackson Borden, que apesar de ser descendente de uma família local rica e influente, trabalhou muito e teve uma vida modesta. Ele acabou enriquecendo na área industrial, vendendo móveis de madeira e caixões, logo dirigindo tecelagens e moinhos. Ele tinha diversas propriedades comerciais e era membro da presidência e corpo diretor de bancos e financeiras. Na época de sua morte, seu patrimônio estava avaliado em 300 mil dólares, equivalente a 8 milhões de dólares atuais.
Lizzie e sua irmã mais velha, Emma Lenora Borden (1851–1927), eram ativas na comunidade religiosa, centrada na igreja da congregação de Fall River. Lizzia lecionava para crianças na escola dominical e para imigrantes recém chegados aos Estados Unidos. Era secretária de organizações filantrópicas da igreja e curadora dos fundos sociais e associações de moças.
Três anos depois da morte de sua mãe, Sarah Borden, Andrew casou-se novamente com Abby Durfee Gray. Em seu interrogatório, Lizzie não deixou claro como era sua relação com a madrasta, a quem chamava de "Sra. Borden", mas ela acreditava que Abby estava atrás da fortuna do pai. A governanta da casa dos Bordens, Bridget Sullivan, testemunhou no inquérito, sugerindo que Lizzie e Emma raramente faziam as refeições com os pais. Em maio de 1892, Andrew matou alguns pombos, que ele acreditava estar atraindo crianças para caçá-los, o que deixou Lizzie furiosa com suas mortes. Por conta do acontecido, Lizzie foi para New Bedford, retornando a Fall River uma semana antes dos assassinatos, mas ela preferiu ficar em outra casa da família na cidade.
A tensão na família começou meses antes dos assassinatos, com Andrew repassando para a família de Abby diversas propriedades, às vezes, vendendo por valores muito abaixo dos de mercado. Na noite anterior às mortes, John Vinnicum Morse, tio de Lizzie e Emma, visitou a família e foi convidado a permanecer na residência por vários dias, para discutir negócios com seu pai. Alguns biógrafos e estudiosos do crime especulam que esta conversa possa ter agravado ainda mais a situação tensa da casa.
Por vários dias antes do assassinato, os residentes da casa ficaram gravemente doentes. Um amigo da família chegou a especular que a carne assada que ficara dias no forno teria causado a doença. Abby porém temia que ela e o marido, que já não era muito popular, estivessem sendo envenenados.
Os Assassinatos
Em 4 de Agosto de 1892, Andrew J. Borden, pai de Lizzie, e sua madrasta, Abby Borden, foram achados mortos em sua casa. As únicas outras pessoas presentes na residência naquele momento eram Lizzie e a empregada doméstica da família, Bridget Sullivan. De acordo com testemunhas, Sullivan estava limpando as janelas da casa quando Lizzie a pediu para chamar o médico, o Dr. Bowen, porque seu pai tinha sido assassinado. Aparentemente, ela disse à empregada: "Papai está morto! Alguém entrou e o matou!".
Mais tarde, o corpo da madrasta de Lizzie foi achado no segundo andar da casa. Ambos tinham sido mortos por pancadas provocadas por uma arma pesada e aguçada; entretanto, era impossível determinar que arma tinha sido usada pelo assassino.
Mais cedo naquele dia, Andrew Borden tinha ido à cidade com o irmão de sua esposa, John Morse. Ele retornou às 10:30 e, imediatamente, deitou-se no sofá para tirar uma soneca. Menos de uma hora depois, Lizzie alegou que achou o corpo de seu pai. Esses são os únicos fatos incontestáveis do caso. Todo o resto no caso é formado por boatos e por testemunhos conflituosos.
O Julgamento
Lizzie Borden foi julgada pelos assassinatos.
Durante a investigação da polícia, um machado pesado foi encontrado no porão e presumido como a arma do crime. Embora estivesse limpo, a maior parte de sua alça estava perdida, e o processamento declarou que ela tinha sido cortada fora porque estava coberta de sangue. Contudo, o oficial de polícia Michael Mullaly disse ter encontrado a ferramenta de cortar árvores perto de um cabo de machado. Logo, a verdadeira arma do crime continua um mistério até os dias de hoje, apesar do machado ser a arma mais suspeita e mais popular.
Lizzie Borden estava menstruando no momento dos crimes. A polícia, descuidada, ignorou Lizzie, que dispunha de muitas roupas sorvidas de sangue em seu quarto. Na verdade, a polícia ignorou várias "pistas". Sullivan as levou da casa para lavá-las. Qualquer um desses fatos poderia ter sido uma evidência de assassinato, mas nenhum foi mencionado durante o julgamento.
Nenhuma roupa suja de sangue foi jamais encontrada; porém, um assassinato desse tipo quase certamente lançou respingos de sangue nas roupas do perpetrador. Poucos dias depois dos assassinatos, Lizzie Borden queimou um de seus três vestidos azul claro, dizendo que ela tinha derramado tinta nele. Testemunhos contraditórios do julgamento duvidam do vestuário de Lizzie no dia do assassinato: alguns disseram que ela usava um vestido marrom; outros acreditavam que ela estava usando um vestido azul claro, mas discutiam quanto ao tipo de vestido azul claro. Outros ainda alegaram que a viram usando um vestido azul escuro.
Lizzie Borden foi inocentada pelo júri depois de uma hora de deliberação.
Conjetura
Muitas teorias têm sido apresentadas ao longo dos anos para identificar o verdadeiro assassino e para explicar os possíveis motivos. Uma acredita que Andrew J. Borden tinha recentemente modificado seu testamento, para excluir Lizzie; porém, nenhum novo testamento, nem um velho, foi divulgado. Outra teoria é a de que Lizzie era lésbica e estava tendo um caso amoroso com a empregada, mas foi descoberta por sua madrasta. O pai de Lizzie e sua segunda esposa eram um pouco odiados pela sociedade; portanto qualquer cidadão poderia ter seu próprio rancor e ressentimento, sem excluir Lizzie e a empregada. Outra teoria acha que a empregada foi a assassina, que possivelmente se sentiu ultrajada ao pedirem para ela limpar as janelas num dia bastante quente, uma tarefa difícil, ainda por cima depois de ter comido, há alguns dias antes, alimentos "envenenados" - toda a casa esteve doente por dias, provavelmente, por causa de uma comida estragada de uma geladeira quebrada que o pão-duro Andrew Borden recusou-se mandar ao conserto. Uma teoria diz que Lizzie sofria de crise epiléptica durante seu ciclo mensal, no qual ela, às vezes, entrava num estado de sono, cometendo assim os assassinatos inconscientemente.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos tem direito a uma opinião mas lembre-se...
O direito de um termina onde
começa o direito do outro!