Sweety é uma jovem Punjabi que tem que lidar com uma família tradicional que quer vê-la casada. No entanto, Sweety abriga um segredo, ela é uma lésbica e está apaixonada. Isso faz com que ela tema não encontrar aceitação em sua família e na sociedade.
Nome: Ek Ladki Ko Dekha Toh Aisa Laga - Amor Proibido
Ano: 2019
País: Índia
Idiomas: Hindu
Diretor(a): Shelly Chopra Dhar
Gênero: Drama / Romance


Que Filme magnífico!
ResponderExcluirConfesso que fiquei com uma certa cisma em assisti-lo. Eu adoro a cultura indiana como um todo, mas ultimamente tenho assistido a alguns filmes indianos extremamente longos e muito "pesados", por vezes com um roteiro confuso e mal filmado.
Ficamos olhando no relógio para que às horas passem e o tal filme definitivamente termine.
Quando percebi que esse filme tinha quase duas horas de duração, pensei duas vezes em baixá-lo.
Arrisquei, e não me arrependo nem um pouco de ter apostado nele. Filme leve, musicas bacanas, alegres e dançantes, tal como é o povo indiano.
A história é muito bem contada e o gratificante de tudo isso é que o final agrada bastante.
Lógico que tem preconceito no mesmo. Um filme com essa temática; mulher que está apaixonada por outra mulher, é bem indigesto para o povo indiano. Povo esse que tem a cultura de criar mulheres para se casarem, e isso acontece quase sempre com mulheres bem jovens, terem filhos e serem subservientes aos seus maridos, rodar um filme que vem na contra mão, culturalmente falando, parece até tarefa inglória.
Mas a escritora e diretora do Ek Ladki Ko Dekha Toh Aisa Laga; Shelly Chopra Dhar, escreveu e dirigiu o filme com muita leveza.
A Índia é um dos países mais intolerantes às minorias, mas tem muito sutilmente incutido na mente do seu povo, através dos livros e filmografia, amenizado e colocado conscientização nos habitantes desse país maravilhoso.
Lógico que isso é gradual, as pessoas não mudam da noite para o dia, mas algo está acontecendo e quebrando velhos paradigmas, preconceitos seculares e altamente enraizados.
Eu estou impactada com esse filme, e de uma forma boa. Não perdi meu tempo de forma alguma em parar para apreciar essa bela obra. Muito pelo contrário; só acrescentou.
Termino meu comentário com a frase que me deixou esperançosa de ver a intolerância ao movimento LGBTQ+ nesse país desaparecer definitivamente.
A Shelly nos faz refletir nas seguintes palavras:
"Eu sou diferente de você tanto quanto você é diferente de mim.
Isso nos coloca no mesmo ponto de partida. Então devemos seguir juntos nessa linda jornada da vida com COMPAIXÃO, COMPREENSÃO, e o mais importante: A M O R"
Um grande beijo e grata pela oportunidade de poder comentar.
Dylan!
Olá Dylan,
ExcluirMuito obrigada pelo comentário. Concordo com o que dizes, é bom ver um filme que não acaba com morte ou drama, mas sim com um final feliz, principalmente, em culturas como a indiana.
Bjinho