TERCEIRA E ÚLTIMA TEMPORADA
Conhecido como o “Rei Sol”, Luís XIV foi o Rei da França e Navarra de 1643 até sua morte em 1715. Seu reinado de 72 anos é um dos mais longos na história da Europa, tendo sido um dos responsáveis pela consolidação da monarquia absolutista na França, o que contribuiu para que a nação chegasse à liderança das potências europeias. Luís XIV continuou a política de seus predecessores de criar um governo centralizado a partir da capital, mas decidiu sair de Paris e transformar o Palácio de Versalhes no centro de poder político da França. A série Versailles, criada por David Wolstencroft e Simon Mirren, narra a trajetória do monarca francês a partir de 1667, sua investida para mover seu tribunal de Paris para Versalhes e as campanhas para expandir o antigo pavilhão de caça da família real, até transformá-lo no maior palácio do mundo ao longo das décadas seguintes.
Estrelada por George Blagden, na pele do rei Luís XIV, o drama histórico estreou em 2015, quando completou 300 anos da morte do monarca. Falada em inglês para conquistar o mercado internacional, o seriado mistura figuras históricas contracenando com personagens fictícios. A produção é do Canal Plus, Capa Drama e Zodiak Rights, que cuida da distribuição internacional com a produtora canadense Incendo.
Em sua primeira temporada a trama apresenta as principais figuras da realeza e da nobreza francesa e mostra o início do sonho do jovem rei francês de criar uma ‘gaiola dourada’ onde pudesse organizar e controlar a França como governante absoluto.
Dentre as figuras históricas destacam-se: Monsieur Filipe d’Orleães (Alexander Vlahos), o extravagante irmão caçula de Luís XIV; a rainha Maria Teresa de Áustria (Elisa Lasowski), que tolerava os diversos casos extraconjugais de seu marido; o Cavaleiro de Lorena (Evan Williams), um nobre francês e famoso amante de Monsieur Filipe, irmão de Luís XIV; Henriqueta Ana Stuart (Noémie Schmidt), prima, amante do rei e primeira esposa de Filipe I, Duque de Orleães; a Marquesa de Montespan (Anna Brewster), dama da corte francesa e uma das mais famosas favoritas do rei e Alexandre Bontemps (Stuart Bowman), o respeitado e temido valete do rei Luís XIV, figura poderosa na corte de Versalhes pelo seu excepcional acesso ao rei. Já Fabien Marchal (Tygh Runyan), é um personagem fictício, o líder da força policial de Luís XIV, que por vezes, à pedido do rei, atua como polícia secreta e inteligência na corte real francesa.
Famoso pela frase “L’ etat c’est moi.” (“O Estado sou eu”) e adepto da teoria do direito divino dos reis, Luís XIV (historicamente reconhecido como o símbolo máximo do absolutismo) procurou eliminar os vestígios do feudalismo que existiam em algumas partes da França e, para pacificar a aristocracia, ofereceu a muitos nobres a oportunidade de morar em seu luxuoso Palácio de Versalhes. A segunda temporada acontece a partir de 1671 e se aprofunda nas traições amorosas do monarca francês, nas extravagâncias sexuais da corte francesa, nas conspirações políticas internas (na corte) e externas (de outras nações), nos assassinatos de nobres por envenenamento e nas crises consequentes desse projeto audacioso de poder, como a Guerra Franco-Holandesa (1672 – 1678), abordada vagamente no sétimo episódio.
Na terceira temporada, o Rei Sol vence a Guerra Franco-Holandesa (1672 – 1678) e nada parece ser capaz de frustrar suas ambições de expandir seu império e impor sua vontade sobre toda a Europa. Mas seus sonhos têm um custo muito alto, assim como a resistência do povo que vai crescendo. Em Versalhes, novos desafios também aguardam por Luís. Sua nova favorita, Madame de Maintenon, vai levá-lo a assinar uma declaração absolutista, que causa divisões significativas no Tribunal. Gradualmente, o monarca passa a não tolerar nenhuma dissidência de seu povo, dos protestantes ou o próprio Papa. No entanto, uma ameaça paira sobre Luís, na forma de um prisioneiro misterioso escondido atrás de uma máscara.
O irmão do rei e duque de Orleans era abertamente bissexual, em uma época em que o nome dessa orientação nem era sonhado. Em uma relação duradoura com Chevalier de Lorraine, Philippe explora sua sexualidade sem medo. O modo como a série resolve mostrar esse lado do nobre é o melhor ponto da história. Ao invés de ser constante alvo de chacota ou preconceito (como sabemos que poderia ser, infelizmente), Philippe até atrai olhares, mas é muito mais do que sua companhia ou as roupas que veste – como deve ser.
A relação entre os irmãos é um tópico constantemente trabalhado na série. O embate entre ser feliz e seguir as vontades do rei trazem conflitos aos dois e já forneceu cenas poderosas ao público. A amabilidade de Philippe sempre nos lembra que Versailles é uma fachada e que há coisas mais importantes na vida. Ele é um personagem essencial e sua importância é tratada com devido respeito, assim como a necessidade de mostrar que, mesmo naquele tempo, não era nem um pouco menos amado por sua família por ter uma orientação sexual diferente dela.
Depois que sua primeira esposa morre, Philippe acaba casando de novo, mais uma vez como forma a ajudar seu irmão. A escolhida é Isabel Carlota do Palatinado, apelidada de "Liselotte" e "Princesa Palatina", irmã do rei alemão, garantindo um acordo entre os dois países.
Liselotte não é uma princesa como as outras, sendo muito mais ativa em suas opiniões e não se chocando com as preferências de seu marido, de quem se torna amiga. Aos poucos essa amizade cresce, abrangendo também Chevalier, amante de seu marido. Os três se tornam muito unidos, criando uma relação forte.
Formato: Série
Gênero: Biografia, Drama, Ficção histórica
Duração: aprox. 52 minutos
Criador(es): Simon Mirren, David Wolstencroft
País de origem:
Canadá,
França,
Reino Unido,
Estados Unidos
Idioma original: Francês, Inglês
Transmissão original: 16 de novembro de 2015
Temporadas 3 - 30 episódios (cancelada)





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