quarta-feira, 5 de setembro de 2018

SOU TRANS E (R)EXISTO (2017)

     

"Sou Trans e [R]existo", produzido por alunos de Jornalismo e Rádio, TV e Internet da FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, é uma produção que acompanha a vida de três transexuais e aborda tanto a descoberta e reconhecimento de suas identidades de gênero quanto a relação com a família e amigos, a educação e o mercado de trabalho.

Três pessoas com algo em comum: não se identificavam com o próprio corpo. Sou Trans e [R]existo apresenta os diferentes percursos de cada uma rumo à autodescoberta e à aceitação, e a batalha diária que elas têm de travar pelo reconhecimento de sua cidadania.

O homem trans Samuel Silva, de 23 anos, é estudante de Ciências Sociais. “O processo de aceitação foi bem complicado para mim, porque eu não me aceitava. Eu não conseguia me aceitar quanto homem trans. Primeiro porque eu não sabia a existência dessa identidade. Então, eu comecei primeiro me assumindo enquanto lésbica, só que isso não era o bastante para mim”, relembra. Ele ainda conta que essa dificuldade chegou a pontos extremos: “eu não conseguia me identificar com o meu corpo. Eu brigava com o espelho, com as roupas. Aí eu comecei a me cortar como forma de punir o meu corpo”.

Hoje militante do coletivo LGBT Comunista e do IBRAT – Instituto Brasileiro de Transmasculinidade, Samuel alerta sobre a necessidade de se ter uma política de inclusão no trabalho e na educação. Além disso, afirma que a possibilidade de mudança do nome social deveria ser aplicada em forma de lei: “não são todos os transexuais que conseguem mudar o nome e o gênero no documento”.

Já Kiara Felippe tem 20 anos, é uma mulher trans e conta que, desde pequena, percebia uma diferença em relação aos meninos da creche que frequentava: “eu tinha gostos diferentes. Meu grupo sempre era feminino e eu me identificava muito. Além de ser uma pessoa que estava ali, eu fazia parte daquilo, eu me considerava uma menina daquele conjunto”. 

O homem trans Matheus Raphael, de 16 anos, também começou a notar ainda na infância sinais que o diferenciavam das meninas. “Eu não tinha informação sobre o que era isso. Eu me sentia diferente, mas eu não sabia o que era diferente”, explica. Ele fala que, ao chegar na adolescência, não conseguia se olhar no espelho: “eu comecei a buscar na Internet, a me identificar com algumas histórias em grupos de trans e comecei a me descobrir trans”.

Durante os depoimentos, eles ainda fazem outras declarações importantes, como o caminho da descoberta da própria sexualidade, a falta de informação sobre o assunto, o uso de hormônios, a burocracia no processo da troca de sexo e a aceitação e apoio dos familiares frente à transexualidade. O documentário também explica a diferença entre ser transexual, travesti, gay ou lésbica. 

Sou Trans e [R]existo foi produzido pelos alunos Alan Vitor Souza, Bruna Barreto e Luiz de Carvalho.



Título: Sou Trans e [R]existo
Ano produção 2017
Dirigido por: Alan Victor Souza, Bruna Barreto, Luiz de Carvalho
Estreia: 2017 (Brasil)
Duração: 25 minutos
Gênero: Documentário, Nacional
Países de Origem: Brasil

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