quarta-feira, 16 de maio de 2018

Flores Secas (Envelhecer gay)

    

Com os objetivos de chamar a atenção e ampliar os debates sobre o envelhecimento entre gays, o documentário “Flores Secas”, que será exibido no dia 25 de junho, às 19h30, no Centro Cultural Matarazzo, durante a Semana da Diversidade que antecede a Parada Gay em Presidente Prudente, abordará aspectos que cercam o futuro da atual comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). 

O filme, com 30 minutos de duração, traz cinco personagens da região – moradores de Presidente Prudente, Adamantina e Tupã – para falar sobre o envelhecer gay, tratando de temas como direitos sociais e civis, saúde pública, casas de apoio, abrigos, abandono, trabalho, sexualidade, religiosidade e convivência familiar – ou sua ausência -, entre outros. 

Segundo o diretor e roteirista do documentário, Acácio Rocha, o intuito do projeto é provocar uma discussão sobre o tema que ainda é pouco explorado pela sociedade. “Quero que o documentário provoque a sociedade em relação ao tema. Alguns aspectos que são abordados causam um certo desconforto, proposital, na maneira como as pessoas se colocam à disposição dele, o que irá gerar uma discussão bastante interessante”, contou.


Envelhecer gay

“Outro fator considerável é em relação à escassez de publicações, livros e artigos sobre o envelhecer gay. Há pouca bibliografia a respeito, poucas referências sobre o tema. Acredito que o documentário também irá preencher esse espaço e será utilizado para debates, a partir do momento de sua exibição”, destacou Rocha. 

De acordo com o diretor do filme, a ideia de fazer o documentário partiu do aumento no número de manifestações e movimentos LGBTs, nos últimos anos. “Estamos presenciando muitos movimentos LGBTs com uma série de reivindicações pedindo igualdade. Essa pauta se volta muito para o presente. Deparei-me com isso e me veio a questão do futuro. Quando esses direitos forem atendidos, quando essa comunidade se tornar uma massa, como o Estado vai lidar com isso? Os aparelhos públicos, como a saúde, por exemplo, estarão preparados para atender esse público?”, indagou. 

O projeto, que contou com a participação de seis pessoas, teve a ajuda de uma produtora de Osvaldo Cruz. Rocha decidiu roteirizar sua ideia a partir do momento em que a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abriu um edital, dando apoio financeiro a projetos voltados para o público LGBT. 

“Eu propus o documentário, ele foi aprovado e ainda conquistou o primeiro lugar entre os projetos apresentados. Foi, então, que recebi os recursos e dei início ao filme”, explicou.

Personagens da região

Rocha ainda contou que, logo que divulgou a conquista dos recursos para a produção do documentário, várias empresas de São Paulo entraram em contato com ele oferecendo personagens. “Desde o início, eu queria trabalhar somente com personagens da região, isso era um desejo nosso. A intenção é mostrar que isso não é só uma questão específica dos grandes centros. Foi então que chegamos aos personagens de Adamantina, Presidente Prudente e Tupã”, ressaltou.

A descrição do documentário ainda cita que “estudos apontam que em 20 anos o Brasil terá mais gays com mais de 60 anos que menores de 30. Por isso, é imprescindível que as novas gerações LGBTs, e a sociedade como um todo, respeitem e convivam amistosamente com os mais idosos”.

As exibições, sempre gratuitas, serão realizadas nas três cidades em que os personagens residem. O projeto é financiado com recursos do governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura.




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